PATOLOGIA DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO
SEJAM BEM VINDOS

 

 
 
 

Patologias das Estruturas de Concreto


Esta home page divulga o resumo de um TCC na área de Engenharia Civil da UFPA, defendido no 1º semestre de 2000. Nele você terá a chance de visualizar fotos e relatos de patologias do concreto. Tire suas dúvidas. Mande um e-mail que nos teremos prazer em ajudá-lo.

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Tire suas dúvidas sobre os aditivos

por Carlos Eduardo de Siqueira Tango, pesquisador do Laboratório de Concreto do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo)

Quais os cuidados que se devem ter quanto à dosagem de aditivo em obra e na concreteira ou fornecedora de argamassa? A dosagem é indicada pelo fabricante e expressa por um pequeno percentual relativo ao peso do cimento. O maior erro está na quantidade colocada, principalmente se é feito sem controle e experiência. Também deve ser homogeneizado antes de usar, para garantir sua ação em toda a pasta.

Quais os cuidados que se devem ter quanto à combinação de certas classes de cimento com o aditivo? Recomenda-se perguntar para o fabricante sobre a composição do aditivo e realizar uma dosagem experimental. Costumam haver problemas de durabilidade do aditivo superplastificante com cimentos com alto teor de aluminato tricálcico. Deve ser criterioso o uso do cimento ARI (alta resistência inicial) com o aditivo acelerador de pega.

O aditivo pode prejudicar o desempenho do concreto ou da argamassa? Isso acontece principalmente em casos de erros de dosagem e o efeito é contrário. O mesmo pode acontecer se o aditivo estiver fora do prazo de validade ou não se observar seu tempo de ação, como os superplastificantes que costumam durar menos de uma hora.

As argamassas ou os concretos com aditivos demandam cura especial? Toda cura merece atenção especial, pois uma cura mal feita pode pôr a perder os benefícios obtidos com o uso dos aditivos. Uma má cura numa pasta com acelerador de pega pode aumentar a retração hidráulica e causar fissuras. Já nos retardadores deve ser controlada a permanência da água na pasta, pois a evaporação da água de hidratação pode retrair o concreto que ainda não tem resistência para suportar trincas.

Os aditivos podem ser utilizados juntamente com outros materiais, como os pigmentos? Deve ser feita uma dosagem experimental para verificar a compatibilidade dos materiais. Como os pigmentos são compostos por finos, requerem mais água, o que pode elevar a relação água/cimento e comprometer a resistência.

A manipulação dos aditivos requer cuidados? Quais os riscos de exposição à pele, olhos e outras partes do corpo? Assim como o cimento é alcalino, tira a umidade da pele e descama-a, deve-se evitar qualquer contato dos aditivos com o corpo. O uso de luvas protege as mãos de substâncias químicas como silicato de sódio e cloreto de cálcio.



História do cimento

A origem do cimento remonta a cerca de 4.500 anos. Os imponentes monumentos do Egito antigo já utilizavam uma liga constituída por uma mistura de gesso calcinado. As grandes obras gregas e romanas, como o Panteão e o Coliseu, foram construídas com o uso de certas terras de origem vulcânica da ilha grega de Santorino ou da cidade italiana de Pozzuoli, que possuem propriedades de endurecimento sob a ação da água.

O grande passo seguinte no desenvolvimento do cimento foi dado em 1756, pelo inglês Smeaton, que consegue um produto de alta resistência por meio da calcinação de calcários moles e argilosos. Em 1818, o francês Vicat obtém resultados semelhantes aos de Smeaton, pela mistura de componentes argilosos e calcários. Ele é considerado o inventor do cimento artificial.

Seis anos depois, outro inglês, Joseph Aspdin, patenteia o “Cimento Portland”, que recebe esse nome por apresentar cor e propriedades de durabilidade e solidez semelhantes às das rochas da ilha britânica de Portland.


Começa, então, o longo caminho de pesquisa e desenvolvimento dos processos industriais de preparação do cimento portland. Hoje, esse é um material rigorosamente definido, cuja a fabricação segue princípios científicos bem estabelecidos. A grande versatilidade de emprego e as notáveis qualidades de adaptação a novos produtos e métodos construtivos aumentam, a cada dia, a já ampla gama de aplicações do cimento portland.


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 Laje executada sem o mínimo de cobrimento para proteção da armadura que coincidiu com as juntas das fôrmas provocando corrosão generalizada e expansão da seção das armaduras. (José R. S. Pacha).

Essa e várias outras fotos podem ser vistas aqui. Para isso clique no link Relatos de Casos de Patologia.

 

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Introdução


Causas das Patologias


Processos Físicos de Deterioração

Importância da Patologia das Estruturas


A Patologia das Construções está intimamente ligada à Qualidade e embora esta última tenha avançado muito e continue progredindo cada vez mais, os casos patológicos não diminuíram na mesma proporção, embora seja verdade que a diminuição seja razoável.Realmente, as lesões ou enfermidades nas estruturas são fenômenos tão velhos como os próprios edifícios. Na Mesopotâmia, há quatro mil anos, o Código de Hamurabi já assinalava cinco regras para prevenir defeitos nos edifícios, sendo pois o primeiro tratado conhecido sobre Patologia na Construção.
As cinco regras básicas a que se refere o citado Código, pelo drástico de seu conteúdo, devem ter tido, naquela época, uma grande repercussão na qualidade da construção.Essas regras eram:

1. Se um construtor faz uma casa para um homem e não a faz firme e seu colapso causa a morte do dono da casa, o construtor deverá morrer.

2. Se causa a morte do filho do dono da casa, o filho do construtor deverá morrer;

3. Se causa a morte de um escravo do proprietário da casa, o construtor deverá dar ao proprietário um escravo de igual valor.

4. Se a propriedade for destruída, ele deverá restaurar o que foi destruído por sua própria conta.

5. Se um construtor faz uma casa para um homem e não a faz de acordo com as especificações e uma parede desmorona, o construtor reconstruirá a parede por sua conta.

Relatos de Casos de Patologia


Considerações Finais


Bibliografia


Dúvidas/Opiniões

 

Saiba mais sobre...

Escória de Alto-forno !

A escória é um resíduo da produção de ferro gusa, obtendo-se cerca de 300 kg de escória  por tonelada de ferro gusa. Quimicamente, a escória  é uma mistura de cal, sílica e alumina, ou seja, os mesmos óxidos que constituem o cimento Portland, mas não nas mesmas proporções.

Filler calcário !

Através da moagem fina de calcário, basalto, materiais carbonáticos, etc., é obtido o filler. Devido  a sua granulometria, esse material inorgânico aumenta a trabalhabilidade, diminui a capilaridade e a permeabilidade de argamassas e concretos.

Os 10 passos do concreto

 

 

 

 

Atualizado em 28.02.2007 by Jefferson e Pacha !!